Fui convidada a conduzir a direção criativa de um almoço intimista, na casa da cliente, para celebrar seus 50 anos. Uma data redonda, que pedia gesto inteiro.
A composição
Desenhamos a experiência em tons terrosos de outono, com arquitetura floral em hortênsias secas, proteas e rosas defumadas — e frutas compondo a cenografia como pigmento dentro da narrativa, tendência que tenho trazido para a minha curadoria neste momento. Velas em cera natural, cristais, prata da casa. Cada elemento escolhido para sustentar atmosfera, não para decorar ambiente.
O que quero registrar aqui, no entanto, vai além da estética.
A engenharia emocional dos dois universos
Esse mesmo desenho — com outra linguagem de marca — é exatamente o que entrego para empresas que lançam empreendimentos de alto padrão para um núcleo reduzido de clientes estratégicos.
Porque o princípio é o mesmo nos dois universos.
Quando uma incorporadora recebe vinte, trinta investidores para apresentar um produto de ticket alto, não está fazendo um coquetel. Está construindo percepção de valor através da experiência. Está dizendo, sem precisar verbalizar, quem é a marca, a que clube aquele cliente acaba de ser convidado a pertencer, e que tipo de decisão ele deve tomar ao final daquela noite.
Mesa posta não é protocolo. É posicionamento.
- Arquitetura floral não é enfeite. É linguagem da marca traduzida em matéria.
- Evento intimista não é evento menor. É, quase sempre, o evento mais estratégico do calendário anual de uma empresa — porque é onde as decisões de maior ticket são assinadas.
O que catorze anos de moda e doze de eventos me ensinaram
Aniversário de 50 anos e lançamento de empreendimento de alto padrão compartilham a mesma engenharia emocional. Mudam os convidados. Permanece o método.
Se a sua empresa tem um lançamento estratégico previsto e quer tratar a experiência do convidado como extensão da marca, conversemos.